...e então já não sei se sou apenas um observador, o soldado ou a pessoa que abre a porta e entra. Ela anuncia como se o que disse confirmasse uma verdade obvia que já existia: As técnicas antigas são importantes e podem e devem ser aprendidas, mas elas não ajudarão a resolver as questões de agora, as respostas de hoje ainda devem ser inventadas. E então o grande arco cai.
domingo, 29 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
manifesto
1. férias são uma ilusão.
2. 1L de água, 1/2 kabocha picado e descascado, 1 cebola grande cortada em 4, 3 dentes de alho inteiros descascados, 1 pedaço pequeno do tamanho do meu dedão de gengibre descascado.
3. não pense.
4. pense em poesia.
5. junte tudo em uma panela e deixe cozinhando por 30 min com tampa.
7. esfrie.
8. bata no liquidificador.
9. volte na panela e deixe até começar a ferver. esta pronto para ser servido com cebolinha picadinha (pode ser add no 2ndo cozimento).
2. 1L de água, 1/2 kabocha picado e descascado, 1 cebola grande cortada em 4, 3 dentes de alho inteiros descascados, 1 pedaço pequeno do tamanho do meu dedão de gengibre descascado.
3. não pense.
4. pense em poesia.
5. junte tudo em uma panela e deixe cozinhando por 30 min com tampa.
7. esfrie.
8. bata no liquidificador.
9. volte na panela e deixe até começar a ferver. esta pronto para ser servido com cebolinha picadinha (pode ser add no 2ndo cozimento).
10. WE BELIEVE that clouds are unjustly maligned and that life would be immeasurably poorer without them. We think that they are Nature’s poetry, and the most egalitarian of her displays, since everyone can have a fantastic view of them. We pledge to fight ‘blue-sky thinking’ wherever we find it. Life would be dull if we had to look up at cloudless monotony day after day. We seek to remind people that clouds are expressions of the atmosphere’s moods, and can be read like those of a person’s countenance. Clouds are so commonplace that their beauty is often overlooked. They are for dreamers and their contemplation benefits the soul. Indeed, all who consider the shapes they see in them will save on psychoanalysis bills. And so we say to all who’ll listen:
"Look up, marvel at the ephemeral beauty, and live life with your head in the clouds!"
(photo by Lia Nahomi Kajiki)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
EXTRA! EXTRA!
Nada para, tudo acontece. Agora!
Na concretude: a sopa verde com pão duro ou caldinho verde com torradas... não importa a forma, ela esquenta mes-mo! Atordoa a Ana que mora dentro de mim.
O mesmo balcão, o o mesmo galpão, o o a mesma parede branca. Como é ser pessoal, sem ser literal, não sendo frio? Assumir a parcialidade ou morrer tentando atingir as margens intocáveis da imparcialidade?
Da primeira vez 27, hoje 29, mesmo faltando 2. É gente, acontece. Do mesmo negativo, da mesma comunista, ainda assim há surpresas!
Agora que WinTim esta do meu lado, com sua cabeleira rebelde cor de anil, todas as surpresas serão testemunhadas! BANG! BANG! Em-fim.
Na concretude: a sopa verde com pão duro ou caldinho verde com torradas... não importa a forma, ela esquenta mes-mo! Atordoa a Ana que mora dentro de mim.
O mesmo balcão, o o mesmo galpão, o o a mesma parede branca. Como é ser pessoal, sem ser literal, não sendo frio? Assumir a parcialidade ou morrer tentando atingir as margens intocáveis da imparcialidade?
Da primeira vez 27, hoje 29, mesmo faltando 2. É gente, acontece. Do mesmo negativo, da mesma comunista, ainda assim há surpresas!
Agora que WinTim esta do meu lado, com sua cabeleira rebelde cor de anil, todas as surpresas serão testemunhadas! BANG! BANG! Em-fim.
terça-feira, 1 de maio de 2012
trabalhar...
"(...)
O amor é quando estou em estado de amar, de estar satisfeito e de sofrer e de esperar tudo o que vem do outro: a maneira como viaja, sua ausência, sua chegada, sua presença, o calor de seu corpo, minhas conversas com ele, os gostos compartilhados. Pouco a pouco, a totalidade do que o outro é torna-se um componente de minha própria existência. Isso é muito mais radical que a vaga ideia de preocupar-me com o outro. É o outro com a totalidade infinita que representa e com o qual me relaciono em um movimento subjetivo extraordinariamente profundo.
(...)
Se não aceito a generosidade, tampouco aceito o amor. Há uma generosidade amorosa que é inevitável. Sou obrigado a ir na direção do outro para que a aceitação do outro em sua totalidade possa funcionar. Essa é uma excelente escola para romper com o mundo tal como é.
(...)
Hoje, o mais importante é a fidelidade: em um ponto, ainda que seja em apenas um, é preciso não ceder. E para não ceder devemos ser fieis ao que ocorreu, ao acontecimento. No amor, é preciso ser fiel ao encontro com o outro porque vamos criar um mundo a partir desse encontro.
(...)
É preciso lutar para conservar o excepcional que ocorre em nossas vidas. Depois veremos. Dessa forma salvaremos a ideia e saberemos o que é exatamente a felicidade. Não sou um asceta, não sou a favor do sacrifício. Estou convencido de que se conseguimos organizar uma reunião com trabalhadores e colocamos em marcha uma dinâmica, se conseguimos superar uma dificuldade no amor e nos reencontramos com a pessoa que amamos, se fazemos uma descoberta científica, então começamos a compreender o que é a felicidade. A felicidade é uma ideia fundamental. A construção amorosa é a aceitação conjunta de um sistema de riscos e de invenções.
(...)"
(Alain Badiou)
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19553
O amor é quando estou em estado de amar, de estar satisfeito e de sofrer e de esperar tudo o que vem do outro: a maneira como viaja, sua ausência, sua chegada, sua presença, o calor de seu corpo, minhas conversas com ele, os gostos compartilhados. Pouco a pouco, a totalidade do que o outro é torna-se um componente de minha própria existência. Isso é muito mais radical que a vaga ideia de preocupar-me com o outro. É o outro com a totalidade infinita que representa e com o qual me relaciono em um movimento subjetivo extraordinariamente profundo.
(...)
Se não aceito a generosidade, tampouco aceito o amor. Há uma generosidade amorosa que é inevitável. Sou obrigado a ir na direção do outro para que a aceitação do outro em sua totalidade possa funcionar. Essa é uma excelente escola para romper com o mundo tal como é.
(...)
Hoje, o mais importante é a fidelidade: em um ponto, ainda que seja em apenas um, é preciso não ceder. E para não ceder devemos ser fieis ao que ocorreu, ao acontecimento. No amor, é preciso ser fiel ao encontro com o outro porque vamos criar um mundo a partir desse encontro.
(...)
É preciso lutar para conservar o excepcional que ocorre em nossas vidas. Depois veremos. Dessa forma salvaremos a ideia e saberemos o que é exatamente a felicidade. Não sou um asceta, não sou a favor do sacrifício. Estou convencido de que se conseguimos organizar uma reunião com trabalhadores e colocamos em marcha uma dinâmica, se conseguimos superar uma dificuldade no amor e nos reencontramos com a pessoa que amamos, se fazemos uma descoberta científica, então começamos a compreender o que é a felicidade. A felicidade é uma ideia fundamental. A construção amorosa é a aceitação conjunta de um sistema de riscos e de invenções.
(...)"
(Alain Badiou)
http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19553
sexta-feira, 27 de abril de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
vaga lumes, lanterninhas e noctlucas
praia dura
de ondas mínimas
carregam areia fina
de ondas mínimas
carregam areia fina
espinha com espinha
dessa vez eu encosto a cabeça
na próxima é o amigo
dessa vez eu encosto a cabeça
na próxima é o amigo
estrelas passantes e estrelas
no fim
todas se vão com a noite
chuva pasmada
364 dias
3h e 30 min para o fim
no fim
todas se vão com a noite
chuva pasmada
364 dias
3h e 30 min para o fim
observar o menino
pai do homem
tornar-se pescador em alto mar
pai do homem
tornar-se pescador em alto mar
sorrir por lembrar
de alguém de muito tempo
á lembrar de alguém-ninguém de ontem
de alguém de muito tempo
á lembrar de alguém-ninguém de ontem
estrelas passantes
não lhes peço nada
meus pedidos nao passam como vocês
praia do bonete, ultimos dias do ano de 2011
não lhes peço nada
meus pedidos nao passam como vocês
praia do bonete, ultimos dias do ano de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)






